A atuação social da Igreja
Existe em nossos dias um debate sobre a prática da ação social por parte da Igreja. Há grupos que defendem esse trabalho como a única opção para a igreja local. Outros grupos, porém, apoiam a ideia de que a vocação da Igreja não é dar assistência aos necessitados.
Na verdade, sempre haverá necessitados em nossa sociedade, sejam eles crentes ou não. E a igreja precisa adotar uma postura diante da realidade: ajudar ou não as pessoas que dela se aproximam. Se tomarmos o exemplo de Jesus, veremos que, em meio aos seus ensinos, Ele se preocupou com a alimentação das pessoas. Em duas dessas ocasiões, por exemplo, multiplicou pães e peixes para todos pudessem comer. Ele também falou sobre confiar em Deus a fim de ter as necessidades supridas. O Senhor foi sensível ao fato de que nos preocupamos em ter o que comer e vestir.
Não há possibilidade de uma missão integral se apenas pregamos o Evangelho e não observarmos as necessidades das pessoas a nossa volta. Há sistemas de culto no mundo que contemplam a assistência social como fator integrante da evangelização e recepção de adeptos á instituição. Eles se instalam no país, abrem seus templos e anexos aos santuários, constroem escolas, quadras de esportes para a comunidades, interagindo com elas e atraindo pessoas a seus cultos.
No Antigo Testamento, uma das funções dos profetas era denúncia contra a nação quando os necessitados eram negligenciados, pois esse tipo de injustiça feira a santidade de Deus (Jr 34.8-11, 16,17). Se tomarmos o exemplo da Igreja Primitiva, veremos o quanto ela entendeu ás necessidades do seu tempo e realizou um trabalho social que beneficiou muitas pessoas ( At 2.42; 4.32), e o apóstolo Paulo incentivou a coleta de recursos que amparassem as necessidades da Igreja em Jerusalém quando esta passava por um período de sérias provações. Além de assistir os domésticos da fé, o serviço social nos move para fazer o melhor as boas obras. Isso não significa que essas ações tenham o poder de nos salvar, e sim que, por sermos salvos, fazemos boas obras para agradar a Deus e partilhar o que temos com aqueles que pouco tem.
Não devemos esquecer que a pobreza é um dos elementos que limitam o desenvolvimento de qualquer ação. A falta de recursos pessoais também tende a inibir a realização de projetos e sonhos. Deus deseja que tenhamos o suficiente para suprir nossas necessidades e, se possível, mais um pouco para socorrer aqueles que têm menos que nós.
Uma última palavra: a Igreja não tem obrigação de sustentar estilo de vida, mas de socorrer os necessitados. Assistir-los socialmente implica conscientizar-se, se for este caso, de que trabalho é uma forma de glorificar Deus.





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