As crises costumam revelar quem realmente somos e o que temos em mente quando somos assaltados por elas. Neemias havia chegado a Jerusalém e viu com seus próprios olhos a desgraça de Davi. Não apenas se deparou com um cenário de destruição, mas foi acompanhado de perto por um grupo de homens que não tinham qualquer compromisso com Deus: Tobias, Sambalate e Gessem. Tão complicado quanto os desafios que estavam na frente de Neemias, esta tríade maligna tentou atrapalhar a reconstrução da cidade e a restauração planejada por Deus. Ele relata que esses homens ficaram "com grande desagrado que alguém viesse procurar o bem dos filhos de Israel" (Ne 2.10)
O que fez com que Neemias pudesse conseguir a liberação do rei para viajar, levar materiais que pudessem ser utilizado na restauração, ter animado diante daquilo que viu crises podem nos impedir de fazer muitas coisas, mas não nos impedem de orar.
Neemias foi um homem de ação. Ele soube equilibrar a fé em Deus e o planejamento pessoal para realizar as tarefas que iam ser colocadas sob sua responsabilidade. Não saiu do palácio do rei sem um objetivo. É claro que ele não tinha uma ideia completa daquilo que encontraria, mas tinha em mente sua missão: agir para que a cidade estivesse novamente pronta, a fim que adorassem novamente no templo do Senhor.
Neemias foi um homem prudente. Ele não disse imediatamente o que viera fazer em Jerusalém. Quando foi ver os estragos na cidade, o fez de noite, em sigilo. A impressão que temos ao ler sua descrição é que a cidade estava tão tomada de entulhos que, em um lugar, Neemias disse que " não havia lugar por onde passar a cavalgadura que estava debaixo de mim". (Ne 2.14). Ele agiu com prudência. Esperou o momento adequado para informar ás autoridades sua missão, e mesmo diante das críticas de sues inimigos, permaneceu focado na chamada que recebera de Deus.
Atribuindo a Deus as portas abertas. Destaquemos aqui o fim do verso 8 deste capitulo. "(...) segundo a boa mão de Deus sobre mim". Este verso nos mostra que Neemias atribuiu a Deus as concessões que estava obtendo para cumprir a Deus todas as concessões que estava obtendo para seu ministério. Conseguiu permissão do rei para viajar. Mas não entendeu isso como uma influência particular que tinha junto ao rei, e sim como uma prova de que a mão de Deus era com ele.




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